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segunda-feira, 7 de março de 2016

#FALAPOLITICA? | Minha opinião do texto: “Com a palavra, os idiotas”.

VAMOS FALAR DE POLíTICA m00

Minha opinião:

O colunista está correto ao falar disso e têm bons fundamentos, Trump é uma pessoa que por si chama muita atenção, com seus comentários extremamente radicais e com um ar de soberba e elitista, ele vem aproveitando a falta de informação, segurança e bom senso das pessoas para aproveita da ferida dos Estados Unidos e até do mundo todo, porém, é claro que a ferida dos EUA cuja a causa dos islamitas radicais e xiitas que vive ameaçando a Deus e ao mundo falando todo, e com seu desrespeito por religião, liberalismo, e entre outras como a liberdade de expressão, esse cara vem aproveitando essas feridas que são gigantescas no Estados Unidos, faz o seu palanque e aproveita (mais uma vez eu repito) dar dor que todos os americanos sentem, porém, como o colunista disse: “Mas Trump não é propriamente um imbecil, muito pelo contrário. É um espertalhão que lidera cidadãos cansados do sistema. Ele aposta nos milhares de comentaristas raivosos que, com medo do comunismo, da ditadura gay e outras paranoias, buscam um salvador da pátria. Qualquer semelhança com a política brasileira não é mera coincidência”. Temos aqui no Brasil esse cara que é do tipo que fala tudo na cara, porém, não de uma forma que eu estou falando positiva e sensata, e sim negativa, aproveitando-se da ferida dos brasileiros esse Bolsonaro, está aproveitando toda crise e raiva que a direita tem, e é claro da gestão do PT para desta maneira esculachar a esquerda de uma forma indecente e fazendo de tudo para aumentar os seus fãs, que tem “muito juízo” para querer coisas como ditadura militar, acabar com as causas humanas e sem falar a causa LGBT, ou seja, um prato pronto para os radicais preconceituosos. Então hoje vivemos o que Umberto Eco fala e digo até mais, Umberto aproveitou do “eco” para falar sobre as redes sociais, pois, com esse um postando seus comentários na internet, vai juntando gente, vai havendo eco e com isso começa a divulgação de “Bolsomito” e outros que aproveitam as raivas e os ecos para forma o seu palanque e atingir com toda a força as pessoas que tem bom senso. Enfim, atualmente temos que ter muito bom senso para não cair nesse modismo e também, nesse canal de raiva e outras besteiras, e sendo assim esses são os ecos que sustenta Trump e Bolsonaro, simplesmente os ecos de medo do desconhecido, a raiva do desconhecido, a pura falta de pensar, racionalizar e só de aproveitar as opiniões dos outros mastigadas como um eco e não parar para pensar o que é certo e bom senso!

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Com a palavra, os idiotas

As redes sociais são veículo fundamental para diversas causas, mas libertaram uma fúria reacionária que pode gerar efeitos preocupantes

por Mauricio Moraes — publicado 25/02/2016 11h33, última modificação 25/02/2016 12h34

"As mídias sociais deram a palavra a uma legião de imbecis que antes só falavam numa mesa de bar depois de uma taça de vinho, sem causar qualquer prejuízo à coletividade". A frase do escritor italiano Umberto Eco, morto na semana passada, não poderia ser mais certeira para o atual momento brasileiro. Em tempos de crise sobram ódio e oportunismo nas redes e falta racionalidade política.

A frase de Eco pode até soar como ideia antiquada de um vovozinho que não entendeu o rolê, que não sabe como as redes deram voz a quem nunca conseguiu falar. Que foi pelas redes que os jovens pediram mais mobilidade urbana, que os LGBTs disseram a que vieram, que as mulheres se organizaram em um novo feminismo. Tudo isso é verdade, mas Eco também tinha sua razão.

A prova é o triunfo cada dia mais eminente de Donald Trump, o fanfarrão perigoso que corre o risco de ser o candidato republicano e até mesmo o próximo presidente dos Estados Unidos. Para quem acompanha de longe, Trump é apenas uma piada de mal gosto, o cara que quer construir um muro entre o México e os Estados Unidos e expulsar os muçulmanos do país.

Mas Trump não é propriamente um imbecil, muito pelo contrário. É um espertalhão que lidera cidadãos cansados do sistema. Ele aposta nos milhares de comentaristas raivosos que, com medo do comunismo, da ditadura gay e outras paranoias, buscam um salvador da pátria. Qualquer semelhança com a política brasileira não é mera coincidência.

O sucesso de Trump causa calafrios quando se pensa nas eleições de 2018 no Brasil. Corremos o risco de termos um Jair Bolsonaro competitivo? O vácuo de liderança política no País com a Lava Jato desconstruindo o PT e espirrando lama em todos os grandes partidos, do PSDB ao PMDB, abre caminho para os piores populistas. Sem contar que a atual crise econômica ainda nem se fez sentir de verdade.

Antes de seguir falando sobre idiotas como se não fosse um deles, é preciso ter humildade e reconhecer que todo mundo está sujeito a deter certo grau de idiotice dentro de si (aquele 1% que te faz compartilhar um link duvidoso).

Até para não cair na soberba típica de alguns colunistas conservadores, que consideram idiota qualquer eleitor de esquerda. A idiotice é gradativa e universal e está acima das ideologias.

No Brasil, a idiotice (nos termos de Eco) têm andado junto com o oportunismo e pautado a agenda política do País. Basta ver o vídeo do deputado Paulinho da Força (SD) convocando o panelaço contra o PT, contra a corrupção. Faz sentido as pessoas se indignarem com os escândalos envolvendo este ou aquele partido. Mas é pura ironia ver os "patriotas" baterem panelas inspirados pelo braço direito do Eduardo Cunha das Contas Suíças.

As redes sociais, para o bem e para mal, são democráticas e mostram o que realmente somos – uma sociedade feita, também, de comentaristas de internet. Há pouco tempo ainda se falava de uma tal "opinião pública", que era tão somente a opinião de uma elite letrada com voz na imprensa, nas universidades e nos círculos políticos e empresariais. Era uma opinião no geral polida. Até virem as redes sociais e abrirem a porteira para o público de verdade se expressar.

E o mais espantoso é como as "verdades" se constroem e se sedimentam. Não faz muito tempo eu tomava como piada o discurso daqueles que diziam que o Brasil estava se tornando um país comunista, uma república bolivariana. Era artificio barato de retórica, só poderia ser. Até que me dei conta recentemente de que essas pessoas realmente acreditam nisso.

Para contra argumentar, informação não é suficiente. Na briga pela "opinião das redes", a estratégia inclui táticas de guerrilha, golpes baixos e factóides. Há quem prefira se isolar, bloquear quem não lhe agrade, fechar-se numa bolha e viver feliz com as curtidas de quem pensa igual a si. Inócuo.

Se até agora temos celebrado as redes sociais por tudo de bom que produziu, espero não termos um dia de lamentar.

Ainda acredito que Trump não vencerá, que Bolsonaro terá fôlego curto. E confio que o bom senso há de fazer bom uso do espaço que lhe cabe nessa rede. Mas atenção nunca é demais. Com um discurso ultraconservador e populista contra a corrupção, o comediante Jimmy Morales foi recentemente eleito presidente da Guatemala. Não parece nada engraçado.

Fonte do texto: < http://www.cartacapital.com.br/sociedade/com-a-palavra-os-idiotas?utm_content=bufferf3e97&utm_medium=social&utm_source=twitter.com&utm_campaign=buffer > | Visto ultima vez: 26/02/2016 | Autor: Maurício Moraes

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